Com a dissolução da União Soviética, em 1991, o mundo viu o nascimento de uma nova visão política e econômica do planeta. E o basquete também. Findou-se ali uma das seleções mais fortes da história, dona de dois ouros olímpicos e diversas outras conquistas. Mas a força do basquete soviético ainda pode ser vista.

Andrei Kirilenko (Photo: Fotodiena.lt/R.Dačkus)

A VTB League (ou Единая Лига ВТБ, para você, leitor, que fala russo fluente) é uma competição que reúne 16 clubes do leste europeu, com a maioria de países da ex-URSS, como Rússia, Lituânia, Ucrânia, Letônia, Estônia, Bielorrússia. Outros países também são representados, como Polônia, República Tcheca e Finlândia. Ela acontece paralelamente aos campeonatos nacionais de cada país.

Rússia e Lituânia, principalmente, são duas das seleções mais fortes do mundo. É possível que a existência de uma liga como a VTB ajude a preservar a força daqueles países no cenário internacional.

Em preparação para a fase de Top 16 da Euroliga, que terá início na próxima quarta-feira (18), o CSKA Moscou foi até a Lituânia na tarde desta quarta-feira (noite, no fuso-horário local), onde enfrentou o Lietuvos Rytas, da capital local. E líder isolado da LKL, o campeonato lituano, com 11 vitórias em 13 jogos.

É óbvio que nenhum desafio pode ser muito grande para o CSKA, líder da VTB, líder do campeonato russo e invicto na Euroliga, com uma campanha total de 24 vitórias em 26 partidas. A partida, vencida pelos russos por 84 a 67, também marcou o encontro de dois atletas ligados à NBA, um pelo passado e outro pelo futuro.

Pelo time da casa, Jonas Valanciunas, maior promessa do basquete europeu, vencedor de três grandes competições pela seleção lituana das categorias de base e escolhido pelo Toronto Raptors no NBA Draft de 2011, na quinta escolha geral. Ainda com apenas 19 anos, Valanciunas ainda tem poucos minutos no adulto, como acontece com todos os jogadores jovens em, basicamente, todos os esportes na Europa.

Jonas Valanciunas (Photo: Fotodiena.lt/R.Dačkus)

Mas o desempenho do pivô de 2,10m nas competições de base são de impressionar. Ele venceu os Campeonatos Europeus sub-16 (2008), o sub-18 (2010) e o Mundial Sub-19, no ano passado. Neste, ele teve incríveis médias de 23 pontos, 13,9 rebotes e 3,2 tocos por jogo. Contra a Polônia, nesse torneio, ele teve 26 pontos, 24 rebotes e cinco tocos, em 36 minutos de quadra.

Já pelo CSKA, Andrei Kirilenko, que dispensa quaisquer apresentações para os fãs da NBA e sobre o qual já falamos sobre aqui, há algumas semanas (clique aqui). A disparidade entre os elencos significou uma vitória tranqüila do time visitante, mas a diferença entre Kirilenko e Valanciunas não se fez tão evidente, tamanho o talento do pivô. O ex-Utah Jazz foi o cestinha de sua equipe, com 13 pontos, além de seis rebotes e três roubadas de bola, o que lhe rendeu 22 pontos de eficiência. Valanciunas anotou dez pontos e pegou 11 rebotes, o que lhe rendeu 17 pontos de eficiência, nos 27 minutos de quadra.

Duas estrelas, uma de passado brilhante na NBA e outra de futuro promissor na liga americana, ambas vindas da mesma escola. O “basquete soviético” continua dando seus frutos no presente, mesmo 20 anos depois do fim da nação.

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