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Eles não tinham bolas de cristal


Sempre que uma equipe troca jogadores por escolhas de Draft, surge a dúvida: será que vai valer a pena? Houve casos de sorte e azar longo da história da NBA.

Tanto Pete Maravich…

Em 1970, o San Francisco Warriors trocou suas duas escolhas no draft, o que acabou se revelando um grande erro para a franquia. A 3ª escolha, que foi trocada com o Atlanta Hawks por Zelmo Beaty e Clyde Lee, se transformou em Pete Maravich. A 19ª escolha, enviada para o Cincinnati Royals por Adrian Smith, foi usada para selecionar Nate Archibald. Sim, de uma tacada só, o Warriors perdeu a chance de ter dois armadores que entraram para o Hall da Fama, em troca de… nada!

O pivô Zelmo Beaty, que tinha médias de 17.4 pontos e 11.2 rebotes, nunca jogou pela franquia, tendo saído da NBA para disputar a ABA pelo Utah Stars, onde foi campeão e MVP dos playoffs – a premiação era diferente, não era disputada apenas pelos finalistas – de 1971. O ala-pivô Clyde Lee só foi jogar pelo Hawks em 1974, mas não fez diferença no Warriors porque apesar da boa média de rebotes pela equipe (11.8 por partida) deixava a desejar no ataque com 6.9 pontos. Já Adrian Smith não foi nem sombra do jogador que havia MVP do All-Star Game de 1966, e em seus dois anos pela franquia jogou 13.6 minutos por partida, com 5.8 pontos anotados.

… quanto Nate Archibald poderiam ter atuado pelo Warriors

Enquanto isso, suas quase escolhas no draft brilharam na liga. Considerado um dos melhores playmakers da história da NBA, Maravich foi cinco vezes All-Star, duas vezes selecionado para o time ideal da temporada, além de ter marcado mais de 50 pontos seis vezes e mais de 40 pontos em outras 25 oportunidades. Foi o cestinha da temporada de 1977 com 31.1 pontos de média. Atuou pelo Hawks, pelo Jazz – que aposentou sua camisa 7 – e encerrou a carreira precocemente aos 30 anos no Celtics, devido a uma lesão no joelho. Archibald, sucessor de Oscar Robertson em Cincinnati, foi um All-Star em seis oportunidades, eleito para o time ideal da NBA três vezes, e foi campeão da NBA em 1981, quando já jogava pelo Boston Celtics (ironicamente, jogou no mesmo time de Maravich). Quando ainda atuava pelo Royals, que se transformou no Kansas City Kings, liderou a liga em pontos e assistências na mesma temporada, a de 1973, com 34 pontos e 11.4 assistências. O Kings também aposentou sua camisa 1. Também atuou pelo Nets, e encerrou a carreira pelo Bucks.

Agora… o que poderia ter acontecido durante a década de 70 na NBA se ambos estivessem atuando com Jamaal Wilkes e Rick Barry (dupla com arremessos de lances livres bastante excêntricos) no Warriors? Seria demais supor que a equipe, que foi campeã em 1975, poderia ter montado a dinastia dominante – que não houve – na liga durante esse período?

Rick Barry pensando: “Que azar!”

Porém, em 1976 o Warriors deu mais “sorte”. A franquia tinha a pick de primeiro round do Los Angeles Lakers, obtida em 1974 como uma compensação porque a equipe angelina havia contratado um ex-jogador da franquia, Cazzie Russell (regras da época). Com ela, selecionaram o pivô Robert Parish, que fez história apenas ao sair da franquia, em 1980 – foi quatro vezes campeão da NBA, nove vezes All-Star, e teve sua camisa 00 aposentada pelo Celtics. Russell, swingman que fora campeão da NBA com o New York Knicks em 1970, teve médias de 14.5 pontos nas três temporadas que atuou pelo Lakers, mas seu “feito” digno de nota pela franquia foi ter sido o último jogador a atuar com a camisa 32 antes de Magic Johnson.

Pequeno exercício de imaginação: e se Parish estivesse no Lakers quando Kareem chegou lá (uma temporada depois)? Poderiam os dois ter formado um dos melhores garrafões da liga, ao invés de ele ter ido parar no Boston Celtics formando o Big Three original junto com Larry Bird e Kevin McHale. Ah, sabe a pick que resultou no McHale? Ela pertencia ao Warriors…

Definitivamente, o Warriors não deu sorte na década de 70


7 thoughts on “Eles não tinham bolas de cristal

  1. Eu chuto lance livres que nem o Rick Barry
    =) é o jeito mais fácil de não errrar , aheueahuahe… quando eu jogo o pessoal até assusta e fala… mais assim é mto facil e bla bla bla.. assim não pode….eu viro e falo… você não sabe de basquete não? Vai no youtube coloca Rick Barry e depois vem me falar se pode ou não pode rsrsrs.

  2. Um time que conhece muito bem a sorte e o azar no draft é o Phoenix Suns (o azar parece que começou dos anos 00 pra cá).

  3. Ah não foi de todo ruim, o GSW só trocou o seu Pivo dominante/Hall of Fame por
    pela first pick de Boston e selecionou um Bom pivo e mando a sua escolha que se tornou outro Hall of Fame.

    O problema foi eles terem selecionado o Rickey Brown que não conseguiu jogar o que jogava no College.

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