Nos últimos dias, eu “ressuscitei” no Twitter assumindo a conta do Jumper Brasil para alguns comentários sobre as Ligas de Verão e o acompanhamento das movimentações do mercado da NBA. Neste período, vi muita gente perguntando sobre quais agentes livres ainda estão disponíveis para contratação, seguem na busca por um contrato. Esta é a principal razão para apresentar este post.

Aqui, organizei aqueles que julgo serem os dez melhores atletas ainda disponíveis em cada posição. Não é uma lista bonita e não oferece soluções concretas para ninguém. Desde que comecei, muitos nomes caíram fora e deixaram tudo mais feio. A relação de armadores, em especial, é fraca que dói. Mas está aí.

Lembro que estão fora da lista quaisquer jogadores que tenham um acordo com uma equipe. Ele não precisa estar necessariamente assinado. Jeff Green ainda não assinou com o Boston Celtics, mas o contrato está acertado. Então, não está aqui.

Lá vai…

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Armador

1. Derek Fisher – Fisher não é mais uma peça funcional de uma rotação da NBA. Ele já não consegue acompanhar os adversários há algum tempo e acertou apenas 32% das tentativas de três pontos na última temporada. Mas sua experiência, sucesso e liderança são atributos valorizados. Até demais, talvez. A verdade é que a qualidade questionável da lista de PGs faz com que, mesmo sem entrar em quadra, o veterano tenha mais mercado do que os demais.  

2. Lester Hudson – Hudson retornou do basquete chinês mais confiante e causando furor em Cleveland. Provou que pode pontuar em 13 partidas pelo Cavaliers. Depois, foi para Memphis e “sumiu” – o que não é um bom sinal. De qualquer forma, ele tem plenas condições de ser uma boa terceira opção em rotações da liga.

3. Baron Davis – É provável que a séria lesão sofrida recentemente não permita que Davis retorne na próxima temporada. É incerto se sua carreira terá condições de continuar. Ele comete muitos desperdícios de bola, mas vinha provando ter ainda alguma “lenha para queimar” nas passagens pelo Knicks e Cavaliers.

4. Sundiata Gaines – Gaines não é um nome badalado no mercado ou que tenha grandes estatísticas para exibir. Ele é, porém, um legítimo terceiro armador em rotações da NBA voando fora do radar dos grandes times. Alguém provado para se ter no fundo do banco de reservas e com quem se pode contar em uma emergência.

5. Jonny Flynn – Flynn é um legítimo bust. Sem discussão. Fez pouco para nada em três anos de carreira. No entanto, ele não foi tão péssimo assim em sua passagem pelo Blazers – já no fim da última temporada. Além disso, só tem 23 anos.

6. Acie Law – Law nunca fez rigorosamente nada na NBA, mas acaba de finalizar uma grande temporada pelo Olympiakos. Foi campeão grego e europeu. Pode ser o momento ideal para uma segunda chance.

7. Armon Johnson – Dois anos. Quarenta e sete jogos. Oito minutos por partida. Não dá para tirar muita conclusão sobre o jogo de Johnson. Ele é explosivo e atua sempre em modo de ataque. O que mais? Só pagando para ver.

8. Earl Boykins – Sempre subestimado. Assisti aos jogos de Boykins no fim da temporada do Rockets e acredito que está bem o bastante – levando-se em conta que já tem 36 anos – para marcar presença em um elenco da NBA. Quer dizer, se Royal Ivey pode…

9. Jannero Pargo – Chamar Pargo de armador é ilusório, uma vez que ele só deixa times ainda mais desorganizados. Arremessa qualquer bola que cai em sua mão com eficiência muito suspeita, mas segue tendo espaço na NBA. É reforço enquanto não entra em quadra.

10. Gilbert Arenas – É Arenas ou um cara que ninguém conhece aqui. Na verdade, duvido que ele ainda tenha mercado na NBA. Será recebido de braços abertos pelo basquete chinês.

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Ala-armador

1. Leandrinho Barbosa – Leandrinho tem sido uma crescente decepção nos últimos tempos. Sua seleção de arremessos, em especial, foi de ruim para inexistente. Está fora dos planos do Pacers, mas ainda tem mercado. Caso recupere um pouco do que mostrou em seus melhores momentos, trata-se de um jogador mais do que provado para qualquer banco da liga.

2. Jodie Meeks – Como titular do Sixers, Meeks ficava exposto. Ele é um especialista em arremessos e não vai fazer muito mais do que isso. Compromete em outros aspectos do jogo. Utilizado como uma opção, saindo do banco nos momentos certos, Jodie é uma peça funcional – e até necessária – no elenco de qualquer equipe.

3. Michael Redd – Redd já foi um ótimo jogador. Hoje, tenta se reerguer depois de diversas temporadas quase parado. Em Phoenix, ele deu sinais de vida. Sinais que não escondem, porém, que sua versão atual é um Jodie Meeks oito anos mais velho. Pode ser mais.

4. Chris Douglas-Roberts – Por conta do locaute, Douglas-Roberts jogou a última temporada na Itália. Não vai brilhar ou faz algo excepcionalmente bem, mas joga pelo time. Disciplinado e competitivo. Traz o seu melhor para quadra, mesmo que seu melhor não passe da média.

5. Terrence Williams – Williams precisa da bola nas mãos para ser eficiente e isso destruiu sua carreira até agora. Nos sistemas certos – que não são muitos –, ele é mais do que capaz de contribuir. Fez um bom fim de temporada no Kings.

6. Tracy McGrady – Ainda existem alguns (raros) lampejos de T-Mac no corpo “castigado” de Tracy McGrady. A questão é: alguém quer pagar para vê-los?

7. Sam Young – Tático. Embora nunca tenha tido chances reais para mostrar isso, Young é capaz de defender três posições com qualidade. Está no auge físico e atlético. Esperava ver mais interesse por ele ao redor da liga.

8. Marquis Daniels – Uma versão quatro anos mais velha de Young. Presença constante no departamento médico.

9. Maurice Evans – Evans sempre foi uma boa influência nos vestiários. Ainda sabe defender e arremessa 38% para três pontos. O problema é o peso dos 33 anos de idade em uma liga cada vez mais atlética. Mais mentor do que jogador, provavelmente.

10. Raja Bell – Bell está prestes a ser dispensado pelo Utah Jazz. Todos sabem que ele foi um ótimo defensor e arremessava de longa distância. No entanto, vai completar 36 anos no mês que vem. Ultimamente, se lesiona demais e não é a presença mais harmoniosa nos vestiários.

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Ala

1. Alonzo Gee – Agente livre restrito. Eu fiquei impressionado com a última temporada de Gee. Ele finalmente parece estar fazendo a transição de um excelente atleta para um bom jogador de basquete. Tecnicamente, seu jogo está florescendo. O Cavaliers seria inteligente em segurá-lo por vários anos.

2. Carlos Delfino – Delfino pode jogar nas três posições do perímetro e fazer um pouco de tudo dentro de quadra. É inteligente, versátil e foi titular por toda a última temporada. Uma boa adição para qualquer elenco, pronto para ajudar no que for necessário. Outro nome em que vários times deveriam prestar mais atenção.

3. Mickael Pietrus – Pietrus não quer o salário mínimo e algum concorrente ao título deveria ouvi-lo. Ele é atlético, experiente, um grande defensor e vai matar bolas se não for marcado. Tornou-se menos impulsivo com o tempo. Um efetivo reforço que não está se “desgastando” nas Olimpíadas.

4. Derrick Brown – Sleeper. Gostei do que vi de Brown pelo Bobcats nos últimos meses. Um atleta de elite versátil nos dois lados da quadra. Defende múltiplas posições. Com apenas 24 anos, ele é um projeto que alguém deveria “adotar”. Já produz e tem muito espaço para evolução.

5. Matt Barnes – Outro competidor por natureza. Barnes reboteia, defende e vai fazer seus pontos se tiver espaço. O problema é que seu fim de temporada com o Lakers não deixou a melhor das impressões. Talvez, a idade (32 anos) esteja começando a pesar.

6. C.J. Miles – Miles é o que é: um típico scorer para sair do banco de reservas. Pode acertar mais do que os 38% de quadra e 30% para três pontos que arremessou na última temporada. Ainda tem 25 anos. Cavaliers tem interesse.

7. Josh Howard – Já foi bem melhor. Hoje, parece uma versão sete anos mais velha de C.J. Miles. Também pode acertar mais do que os 39% de quadra e 24% para três que arremessou na última temporada. Aceita o mínimo?

8. Martell Webster – Um arremessador decente que, com 25 anos, já acumula sete anos de experiência em rotações da NBA. Medíocre, mas tem consciência do que é. Provavelmente, aceitará o salário mínimo.

9. Josh Childress – Childress foi para o basquete grego como um dos melhores reservas da NBA e retornou uma caricatura do jogador que era. Ainda é atlético e ataca a cesta com alguma eficiência. Para completar elenco pelo mínimo para veteranos, até que passa.

10. Ryan Gomes – Eu não sou o maior dos fãs de Gomes. Acho que ele é o exemplo clássico de jogador preso entre duas posições. Mas o fato é que, antes da última temporada, ele foi uma peça sólida de rotação por seis anos. Tem condições de jogar.

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Ala-pivô

1. Andray Blatche – O que dizer? Enorme potencial, bom jogador e um desastre mental. Tem inúmeros recursos, mas carrega muita coisa errada na cabeça. Nos trilhos, por uma franquia séria, é reforço. Ele já esteve nos trilhos alguma vez na carreira? Esse é o problema.

2. Kenyon Martin – Martin foi uma decepção na última temporada. Aos 34 anos, não é fácil corresponder às expectativas. Suspeito, porém, que o baixo rendimento seja produto de uma pré-temporada inadequada e da pouco exigente competição chinesa que vinha enfrentando. Uma preparação bem feita deverá recuperá-lo.  

3. D.J. White – Outro sleeper. White é melhor jogador do que o tempo de quadra que possui. Está sempre nos lugares certos, arremessa de média distância e não comete erros. Discreto, mas eficiente. Quem acompanhou o Bobcats na última temporada pode conseguir um bom reforço fora do radar.

4. Anthony Tolliver – Uma opção sólida para quarto homem de garrafão. Tolliver não é nada mais ou menos do que isso.   

5. Dominic McGuire – McGuire recebeu muitos elogios por sua temporada no Golden State Warriors. Merecidos. Ele não é um atleta que produz números, mas tem incrível versatilidade defensiva. Marca até quatro posições. Não espere muita coisa no ataque.  

6. Ivan Johnson – Johnson é brigador e faz o trabalho sujo. Vai gastar bem suas seis faltas. Teve oportunidades de jogar na última temporada e foi melhor do que o típico novato de 27 anos da NBA. Seu salário não deve passar de US$1 milhão por ano. Bom custo-benefício.

7. Yi Jianlian – Seu rendimento nas Olimpíadas impressiona e Jianlian nunca foi tão ruim assim na NBA. É provável que não repita as grandes atuações nos EUA – onde não tem a mesma liberdade ou confiança –, mas é uma peça de luxo no fim do banco de reservas. Difícil encontrar alguém com sua combinação de altura, controle de bola e agilidade no mercado.

8. Lou Amundson – Amundson deve ter um dos jogos mais feios da liga. Ele vai correr e fazer jogadas feias pelo time que defende. Para sua sorte, times vencedores também precisam de algumas jogadas feias.

9. Shelden Williams – “Sheldão” vai pegar rebotes. É isso. Um tipo de Reggie Evans B.

10. Brian Scalabrine – Mais do que um jogador, uma figura cult na liga. Se você vai gastar a 14ª ou 15ª vaga no elenco, contrate alguém que adicione algo fora de quadra – onde ele passará a maior parte do tempo. Nem que seja carisma.

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Pivô

1. Greg Oden – Tudo indica que Oden vai ficar parado nesta temporada, mas não está 100% decidido e ele já pode fazer treinos físicos. Se começar a se sentir bem, nada impede mais uma tentativa de retorno. Tê-lo em quadra por 15 partidas faria mais diferença do que ter qualquer outro dos pivôs disponíveis em 150.

2. Jermaine O’Neal – Ninguém duvida que O’Neal possa ajudar uma equipe. Mesmo sem a mobilidade e condição atlética de um dia, ele é um bom defensor e pega rebotes. Por quantos jogos ele tem condições de ajudar? Essa é a verdadeira dúvida.

3. Darko Milicic – Quando disposto, Milicic é capaz de fazer um bom serviço protegendo a cesta. Não se espera menos de alguém com seus atributos físico-atléticos. Disposição é o problema. Bust exemplar, ele teve poucos bons momentos na carreira.

4. Chris Andersen – Minha impressão é que a idade começa a pesar para o “Birdman”. Aos 34 anos, já não tem mais a vitalidade do auge da carreira. Diferente de Darko Milicic, porém, ele vai dar o máximo todas as noites.

5. Ben Wallace – “Big Ben” voltou atrás e está pensando em jogar mais um ano. Na última temporada, ele provou estar fisicamente bem o bastante para oferecer sua habitual boa defesa por algo como 15-20 minutos por jogo. Quase impossível que saia do Detroit Pistons.

6. Joel Przybilla – Entendo que muitos não gostem dele: não é bonito vê-lo jogar. Przybilla é um especialista no trabalho sujo e (“aos trancos e barrancos”) o faz com eficiência. Usa o corpo como poucos e entra em quadra para lutar. Mas, como Jermaine O’Neal, a questão é: quantas lutas ainda aguenta?

7. Mehmet Okur – Tomei um susto quando me lembraram que Okur é agente livre. Nem lembrava mais que “continuava na briga”, para dizer a verdade. Se estiver minimamente saudável, ele ainda deve ter a capacidade de espaçar a quadra e arremessar de longa distância. Não é o que se espera de um pivô, mas é sempre uma alternativa.

8. Jamaal Magloire – Magloire é horroroso e sua presença em um Jogo das Estrelas é uma mancha que torcemos para o tempo apagar. Mas, a partir deste ponto, ele ganha pontos apenas por ter jogado regularmente na última temporada. O corpo (ainda) não o deixou na mão.

9. Kyrylo Fesenko – Fesenko é fraco, mas jovem. Talvez, ainda dê tempo de desenvolver alguma coisa. Independente de qualquer coisa, ele vai correr, ser alto e ter seis faltas para “queimar”.  

10. David Andersen – Teve uma passagem discreta pela NBA e quer retornar. Seu jogo se traduz terrivelmente mal no basquete norte-americano. Quase nada salva. Deveria seguir na Europa.

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