Andrew Bynum, o jogador mais jovem a disputar uma partida de basquete profissional na história, é o novo pivô de uma das franquias mais tradicionais da NBA:  o Philadelphia 76ers. Assim como o Los Angeles Lakers, que resgatou sua tradição de ter pivôs de elite com a chegada de Dwight Howard, o Sixers tem sua quota de Big Man’s que se destacaram , especificamente em dois de seus três títulos. Vamos a eles:

Título de 1967 – Wilt Chamberlain

Sim. O mesmo cara que marcou época no Lakers. A diferença é que quando jogou pelo Sixers, entre 65 e 68, ele estava no auge, tanto da forma física quanto da arrogância. Em sua segunda passagem pela Philadelphia (havia jogado na cidade pelo Warriors, antes da franquia se mudar para San Francisco), ele conseguiu seu primeiro campeonato (67) e mais três títulos de MVP (66, 67 e 68). Suas médias foram de 29 pontos, 23.9 rebotes e 6.3 assistências, mas mesmo assim ele foi trocado para o Lakers. Detalhe: ele podia ter ido jogar em Los Angeles já em 1965, mas os outros jogadores não quiseram que ele fosse pra lá.

A temporada de 1967 marcou o fim da supremacia do Boston Celtics, que graças à revolução defensiva implantada pelo grande rival de Wilt, Bill Russell, havia ganhado 9 dos últimos 10 campeonatos – e vinha em uma sequência de oito conquistas. Porém, com um time envelhecido, o Celtics não fez frente à Wilt – bem assessorado por Hal Greer, Chet Walker, Wali Jones e Billy Cunningham. O Sixers, antes de derrotar o time de Boston por 4-1 nas finais do Leste, havia batido o Cincinnati Royals de Oscar Robertson por 3-1, e venceu o San Francisco Warriors de Rick Barry e Nate Thurmond nas Finais por 4-2.

Título de 1983 – Moses Malone

O Sixers tinha um bom time, que contava com Julius Erving, Maurice Cheeks, Andrew Toney e Bobby Jones, mas  não conseguia conquistar o título da NBA: perdeu nas Finais em três temporadas (77, 80 e 82) e nas Finais da Conferência Leste em outras duas oportunidades (78 e 81). Para a temporada de 1982-83, a diretoria foi atrás da peça que faltava, um pivô de qualidade. Eles foram atrás de Moses Malone.

Moses era extremamente habilidoso para pegar rebotes, se destacando principalmente nos ofensivos. Ele já havia sido MVP em duas temporadas (79 e 82) e era o melhor jogador da equipe do Houston Rockets que chegou às Finais da NBA em 1981. Com ele no elenco, o Sixers teve uma das temporadas mais dominantes da história da NBA, vencendo 65 partidas na temporada regular. Moses ganhou o seu terceiro prêmio de MVP e obteve as médias de 24. 5 pontos, 15.3 rebotes e dois tocos por partida.

O time era o franco favorito ao título, e o pivô previu que durante os playoffs eles varreriam todos os oponentes – “Fo, Fo, Fo”. Eles atropelaram New York Knicks, Milwaukee Bucks e Los Angeles Lakers para ganhar o último título da franquia, perdendo apenas um jogo (o jogo 4 das finais do Leste contra o Bucks). Moses foi o MVP das finais, tendo médias de 26 pontos e 18 rebotes (o pivô do Lakers nessa final? Kareem Abdul-Jabbar, que foi completamente dominado).

Andrew Bynum chegou e já avisou que não gosta de mudar de equipe. Mas diferente de Wilt ou Moses, não terá um time já formado para auxiliá-lo, pelo contrário: o Sixers está em processo de renovação e acabou de perder seu Franchise Player, Andre Iguodala. Conseguirá Bynum – que assim como Moses foi direto do High School para NBA – com a ajuda de Jrue Holiday, Evan Turner e Thaddeus Young trazer um título para Philly após quase 30 anos?

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