Por Henrique Lima

A maior mudança da temporada que irá começar na NBA, com certeza, será assistir Steve Nash e Dwight Howard jogando em Los Angeles. Depois de tantas temporadas no Phoenix Suns, o veterano armador canadense ainda tem fôlego para ser providencial em uma corrida pelo título por parte da equipe angelina, que terá ainda o superpivô Howard –após longa novela, fora do Magic.

Com os dois atletas e ainda os trabalhos de Pau Gasol, Kobe Bryant, Ron Artest (Metta World Peace), Antawn Jamison, entre outros, o Lakers (ao menos no papel) é novamente o time a ser batido dentro da liga.

Outras mudanças interessantes são os casos de Jason Terry (que saiu do Dallas após uma década para ir para Boston), Joe Jonhson (grande nome do elenco do Atlanta e, agora, no novato Brooklyn Nets), Ray Allen (se juntou ao campeão Miami Heat), Andrew Bynum (que foi para Philadelphia) e Andre Ioguodala (do 76ers para Denver).

Estes movimentos garantem novas emoções à liga, principalmente se tratando de atletas de renome que mudam o panorama das partidas. Mas o que muda dentro de quadra?

No Lakers, desde a queda física e técnica de Derek Fisher, o time não tinha um armador de confiança, que pudesse fazer a equipe rodar um ataque de forma efetiva e sem a necessidade de forçar tantos arremessos desequilibrados. Nash terá pela frente um ataque com tantas opções, que é impossível achar que dará errado. Porém, Mike Brown terá que se desdobrar para melhorar o que apresentou até aqui na liga: ofensivas pobres e previsíveis. Dwight traz ao Lakers recursos para dominar o garrafão defensivo e, claro, a opção de ter um desequilíbrio da defesa adversária pelas dobras que deverão ocorrer no pivô.

Porém, a discussão sobre Kobe Bryant jogar sem a bola nas mãos vai ocorrer (e muito) durante toda a temporada e a cada derrota do time angelino. O veterano ala-armador não é o melhor exemplo em servir os companheiros, mas, inegavelmente, é um sujeito que quer ser campeão (às vezes, pelo caminho que considero mais árduo).

Em Boston, Terry vem ocupar a vaga da Ray Allen. Como é um pouco mais novo deverá ter uma condição melhor para os 82 jogos, uma vez que “Ray Ray” se tornou nas últimas temporadas apenas um especialista de longa distância – tendo perdido boa parte de sua explosão e saltos em direção ao aro.

Joe Johnson formará com Deron Williams uma baita dupla de armação. Embora com um contrato discutível, Johnson é um ala-armador refinado, que tem bom passe, seleção de arremesso, visão de jogo e controle corporal. Sabe jogar um basquetebol de alto nível e é um cara que coopera dentro do grupo. Acredito que dentro das opções possíveis, o Nets conseguiu um bom atleta para a equipe.

Na fase atual da carreira de Ray Allen, apenas os chutes de longa distância e a frieza para as bolas difíceis o mantém na elite. Porém, com problemas físicos, o jogo defensivo do armador se foi, assim como boa parte dos seus outros recursos ofensivos. Para o Heat, ter um ala-armador que poderá fechar os jogos como Allen já é por si só um trunfo, pois, na equipe da Florida, ele poderá atuar menos tempo (e ser poupado como não seria em Boston).

Em que pese a saída do defensor e voluntarioso lateral, Andre Iguodala, Philadelphia recebe Andrew Bynum na troca que enviou Dwight Howard para Los Angeles. Ele é um pivô muito forte, com jogo sólido nas duas quadras e deve suprir o principal problema da ultima temporada do 76ers: os pontos fáceis próximos do aro. A franquia tem um problema crônico em não conseguir pontuar em momentos críticos dos jogos de uma forma mais consistente.

Com Bynum, é possível que o jogo dos outros atletas também suba de produção, uma vez que espaços extras irão ocorrer motivados pelas dobras defensivas em cima do pivô. Neste cenário, podemos ter um ataque mais eficaz sem perdas para a defesa, já que o homem de garrafão consegue defender com qualidade. A questão crucial será sempre a parte física. Até quando Andrew ira resistir sem lesões? 76ers ainda trouxe Dorell Wright para compor o elenco.

Andre Iguodala chega com a missão de elevar o nível do Nuggets. No entanto, esta missão – acredito – tem grandes riscos de dar errado, uma vez que o jogo de Iggy (embora completo nas duas quadras) não é de um atleta de primeira grandeza, de um cara que possamos esperar uma melhora drástica em um time candidato a algo. Em Philadelphia, ele provou por diversas vezes ser um grande jogador, mas é um atleta que seria ideal para completar uma superestrela e não para ser o guia da companhia. Está mais para o carregador de piano do que para o solista.

Dessa forma, Denver contará com mais um lateral, entre os tantos que já tem. No fim das contas, é um bom movimento, mas não determinante.

Na próxima parte desta análise, a ser postada nesta quinta-feira (06), vou analisar individualmente vários dos movimentos feitos pelas franquias da liga. De Jason Richardson a C.J. Miles, de Chris Kaman a Jerryd Bayless. Enquanto isso, deixe seu comentário para discutirmos. Por ora, essa é a minha leitura do jogo.

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