Por que não Michael Cooper?

O Los Angeles Lakers anunciou recentemente que irá aposentar as camisas de Jamaal Wilkes e Shaquille O’Neal no decorrer da próxima temporada. Ambos foram tricampeões da NBA com a camisa roxo e dourada: Wilkes em 80, 82 e 85, Shaq em 00, 01 e 02.

Suas camisas 52 e 34 se juntarão aos números 13, 22, 25, 32, 33, 42 e 44 – pertencentes a Wilt Chamberlain, Elgin Baylor, Gail Goodrich, Magic Johnson, Kareem Abdul-Jabbar, James Worthy e Jerry West, respectivamente. Mas por que a camisa 21 de Michael Cooper também não é retirada?

Cooper foi ídolo da torcida do Lakers – única franquia que defendeu na liga norte-americana – durante toda a década de 80, mesmo sendo sempre reserva. Capaz de jogar em todas as posições do perímetro, era o responsável por marcar os melhores jogadores dos adversários da equipe (Larry Bird chegou a afirmar que ele foi o defensor que mais o desafiou em sua carreira).

Tendo chegado na equipe em 1978, esteve presente nos cinco títulos da franquia entre 1980 e 1988, sendo o único jogador além de Magic Johnson e Kareem Abdul-Jabbar a estar presente em todas as conquistas. Disputou 873 jogos com o Lakers, e suas médias em 12 anos foram de 8.9 pontos, 4.2 assistências, 3.2 rebotes e 1.2 roubadas de bola, com um aproveitamento de 46,9% de arremessos de quadra.

Porém, como já foi dito, a excelência de Cooper era a defesa. Ele fez parte de oito All-Defensive Teams entre 1981 e 1988, e foi o vencedor do prêmio de Defensor do Ano em 1987 – na época se valorizava quem realmente defendia bem, não quem dava tocos espetaculares em que a bola vai parar na arquibancada. Exemplo disso: dos outros cinco jogadores de perímetro que venceram o prêmio até hoje (Sidney Moncrief, Alvin Robertson, Michael Jordan, Gary Payton e Ron Artest), três foram na década de 80.

O maior injustiçado de todos os tempos desde que esse prêmio passou a ser distribuído? Scottie Pippen.

Ele era considerado o perfeito sexto-homem: podia armar no lugar de Magic Johnson, infiltrar como James Worthy e arremessar da linha de três pontos como Byron Scott. Kareem declarou à época que “em uma era de especializações, ele pode fazer várias coisas. É um swing man puro, armador e arremessador de três pontos. E, claro, um defensor de elite: ele pode parar qualquer um”.

No vídeo, algumas jogadas de Michael Cooper no ano em que foi eleito Defensor do Ano – e foi campeão da NBA pela quarta vez:

Com todas essas considerações, somadas ao fato de a torcida do Lakers simplesmente idolatrar Cooper, a dúvida que fica é: por que sua camisa ainda não foi aposentada?

 

 

 


9 comentários em “Por que não Michael Cooper?

  1. Não dá realmente pra entender. Mesmo tendo uma das “políticas” mais duras no quesito aposentadoria de camisa, não dá pra perdoar a não-aposentadoria de uma das peças mais importantes daqueles títulos. Talvez o fato de ser reserva seja a única “justificativa” que ainda existe.

  2. Ouvi dizer que ele só jogava pra manter os Cooperfeitos por isso não é considerado era muito egoísta kkk!
    ´
    Ps: *Piada infame de sempre rssrrs*, quem for postar sério desculpe a piadinha.

  3. O trecho do texto que é comentado “na época se valorizava quem realmente defendia bem, não quem dava tocos espetaculares em que a bola vai parar na arquibancada.”

    Isso é muito fato… passei a ter odio desses tocos e principalmente de Dwight Howard, blz ele vai pro Top 10. mas a bola continua com o adversario que vai ter uma chance de fazer 3 pontos na jogada

  4. Bruce Bowen era outro jogador de perímetro que merecia o título de melhor defensor da liga. Apesar de desleal, o cara marcava MUITO. Importantíssimo nos títulos do San Antonio.

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